quinta-feira

Eu, Musicalmente...

Imagem de Karolina Grabowska por Pixabay

     Olá, caro leitor! Tudo bem?

     Acredito que todo mundo tenha alguma história legal para contar sobre a música em sua vida. A música nos remete a lembranças, nos dá cultura. Hoje vou falar da minha que é bastante curiosa (para quem não está acostumado a "certos detalhes") e falar de uma parte importante de mim que são meus gostos musicais.

     Quero compartilhar com você o maior amor da minha vida, a música. Venha comigo!

     Tudo começou quando eu nasci: Meu pai me disse que na ida de carro do hospital até nossa casa ouvíamos Paul Mauriat em seu carro. Paul Mauriat foi um orquestrador francês muito famoso entre as décadas de 1940 e 1990. Seu maior sucesso é "L'Amour Est Bleu", mas a música que meu pai e eu gostamos (e muito!) é "El Condor Pasa", gravada também por Simon & Garfunkel em sua versão mais original.




     Passando-se os anos, dei uma leve crescidinha em minha estatura e em minha idade. Aos 4 ou 5 anos já estava cansada de ouvir meus discos infantis (sim, sou da época do LP!) e então fucei as que meu pai tinha. Pedia para minha mãe pegar o meu favorito para mim e escutar em alto e bom tom. Enquanto as criancinhas daquela época amavam e só ouviam Xuxa, Mara e Angélica, minha rainha da infância foi Suzi Quatro.





     Passei uma boa época dos meus 6 anos curtindo Suzi Quatro no enorme fone de ouvido antigão que meu pai tinha (e isso pode explicar o porquê de minha surdez parcial do meu ouvido esquerdo, rs) e amava! Chegava a amar mais que os meus discos da trilha sonora da novela "Carrossel" e da novela "Vovô e Eu"... Foi então, que no ano de 1995, meu pai ganhou uns discos novos de seu tio (meu tio avô) e eu curiosa já os botei no toca discos para ouvir e não deu outra: me apaixonei! Eram todos discos de artistas brasileiros. Uns do começo da década de 90 e outro que mais gostei de todos: uma coletânea com o melhor de Lamartine Babo.




     Quando completei 10 anos, ganhei uma fita K7 do dia das crianças da minha "ídola" da época, Thalia. Thalia é uma cantora, compositora e atriz mexicana de ascendência italiana e francesa que começou sua grande carreira em 1981. Durante o meio da década de 90, aqui no Brasil, fez um super sucesso com suas novelas Maria Mercedes, Marimar e Maria do Bairro. A fita que eu ganhei pertencia ao álbum "En Extasis" e até hoje curto muito esse trabalho da atriz mexicana.




     Mais um pouquinho eu faria uma coisa que mudaria minha vida por completo, ou, melhor, completaria minha vida: Em 1998, aos 11 anos de idade, estava cansada de ouvir as mesmas musiquinhas de "Chiquititas", "Thalia" e se deixar, "É o Tchan" (sim, eu curti muito essa bandinha durante minha infância! Perdoa-me, pois eu era apenas uma criança), então, na volta da escola, no carro do meu pai, peguei escondidamente umas fitas K7 dele de dentro do porta-luvas e as levei para casa. Naquela época eu tinha um rádio simples toca-fitas em meu quarto e assim comecei a "testar" cada uma para ver se a música era boa. A primeira fita, se não me engano, era da trilha sonora internacional da novela "O Dono do Mundo" que era legalzinha, gosto de algumas músicas de lá, mas logo a "descartei" ao pegar outra fita para testar. Esta outra fita foi a que mudou tudo de uma vez: se tratava de uma coletânea (acho que oficial) dos CarpenterS do ano de 1994. Ao ouvir aquela singela fita, me apaixonei por demais pela voz da moça e até hoje sou uma grande fã da dupla dos anos 70.






     Durante a minha pré-adolescência, sofri muito preconceito contra meu gosto musical: Meus familiares diziam para eu desistir, que tudo isso era gosto do meu pai e que eu não tinha de seguir. Que eu tinha de gostar das músicas da época e esquecer as antigas que pertenciam apenas aos antigos. Quem disse que o amor verdadeiro obedece caprichos? Mesmo sendo alvejada por inúmeros comentários estúpidos, maldosos, humilhantes e desnecessário, jamais desisti do meu amor verdadeiro pela música antiga... E continuei amando os CarpenterS, por exemplo.




     Aos 12 anos, embarquei no mundo da minha época (1999) e ouvia pagode, samba e axé. Só não cheguei ao funk, porque, nessa época, mais precisamente aos 15 anos de idade, larguei tudo o que havia de atual da minha era e voltei para os meus queridos Anos 60: Foi num dia que comprei uma fita VHS (sim, também sou dessa época! Sou velhinha) onde havia um documentário sobre a passagem dos Beatles nos Estados Unidos lá nos Anos 60 (faço questão de escrever "Anos 60" com "A" maiúsculo... É meu grande amor!) ao qual eles dão o nome de "British Invasion". O documentário muito legal que me fez conhecer diversos artistas estrangeiros daquela época e me apaixonar por cada um deles! Acho que engraçado que cada vez que assisto a coisas ligadas aos Anos 60, me sinto em casa, me familiarizo muito. Foi quando percebi, de uma vez por todas, que nasci na época errada...



     São tantos os artistas que me apaixonei: The Who, Peter & Gordon, Gerry and The Pacemakers, Lovin' Spoonful, Byrds, Beach Boys... E assim passei o resto da minha adolescência a descobrir mais e mais cantores da época.




         
     O tempo foi passando e eu conheci a internet em 2003. Ah, sabe o que eu fiz? Me aproveitei! Fui conhecer mais da música antiga! Shirelles, Chiffons, Bobby Vee, Crystals, James Taylor, enfim, foi por causa da internet que conheci mais músicas e mais artistas antigos e acabei embarcando em outras décadas como, por exemplo, a inesquecível década de 80, no qual me apaixonei profundamente por Culture Club.



     Foi na mesma época que também embarquei para outros gêneros musicais sem sair da "antiguidade" como, por exemplo, a banda Kissuma banda de hard rock norte-americana, formada em 1973 por Paul Stanley e Gene Simmons. Confesso que eu gosto mais da primeira formação com o guitarrista Ace Frehley e o baterista Peter Criss.



     E daí para frente foram muitos e muitos artistas e músicas que conheci, graças as rádios que eu ouvia na época de 2005 a 2010, como as rádios Antena Um e Alpha FM e a internet, é claro, principalmente quando a plataforma Youtube foi lançada: ficou mais fácil reconhecer trabalhos de artistas que eu já conhecia por causa de um sucesso e artistas "novos" também! Mas tudo, tudo o que há de mais antigo no nosso Planeta Terra! Claro que eu também já dei uma olhadinha nos artistas novos de nossa época como consta nesse artigo aqui no blog. mas, sem dúvidas, meu coração pertence a música antiga .



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Até mais!
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