Diabetes - Causa, Definição, Sintomas, Tratamento, Curiosidades

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     Olá, caro leitor! Tudo bem?

     Uma das doenças mais rejeitada do mundo, a diabete, ainda é o terror de muita gente: só de pensar que você não vai poder comer mais doces ou ficar com um monte de sequelas se não cuidar da sua saúde, amedronta muitas pessoas. Pior é que esta é uma doença silenciosa e só é descoberta quando alguma parte do corpo já está muito comprometida.

     No artigo de hoje, falarei um pouquinho dessa terrível doença que atinge muitos brasileiros e darei dicas para os diabéticos de como conviver com a doença de forma amigável.

     Vamos lá?


O Que é a Diabete?
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     Diabete, uma palavra que pode ser usada ou não no singular, de gênero feminino e masculino ao mesmo tempo, também conhecida como "Diabete Mellitus", é uma doença crônica não transmissível, porém, hereditária, caracterizada pelo mau funcionamento ou por nenhum funcionamento dos pâncreas (que fica localizado atrás do estômago), que é aonde se produz a insulina, um hormônio que serve para controlar os níveis de glicose do corpo, ou seja, o tanto de açúcar que há no organismo. Quando isso acontece, os níveis de açúcar ficam altíssimo (o chamado "hiperglicemia") e, se isso persistir por muito tempo, pode causar danos em órgãos, vasos sanguíneos e nervos.


Tipos de Diabetes
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     A diabete pode ser estabelecida em quatro tipos, sendo ela a Tipo 1, Tipo 2, Pré-diabetes e Gestacional.


Diabete Tipo 1

     É quando a célula ataca de forma errada células beta, que pertencem ao pâncreas e servem para sintetizar e secretar a insulina. Com isso, a insulina que é liberada é bem pouquinha ou praticamente nada, fazendo com que a glicose fique no sangue ao invés de virar energia para o corpo. Curiosamente, este tipo de diabetes aparece mais em crianças ou adolescentes que em adulto. Pessoas com parentes próximos que possuem a doença, tem mais riscos de contraí-la em seu organismo que outras pessoas. Por isso, o método mais usado para afastar qualquer possibilidade da doença em nosso corpo é manter uma vida com alimentação saudável e exercícios físicos. Para aqueles que já possuem a doença, médicos e especialistas recomendam o uso de remédios e insulinas a base de receitas médicas originais.


Diabete Tipo 2

     Este é quando o organismo não consegue produzir ou não produz de jeito nenhum insulina para controlar a taxa de glicemia no sangue. Então, qualquer pessoa pode ter a doença se não cuidar de sua alimentação e praticar exercícios físicos (evitando o sedentarismo). Ao contrário do Tipo 1, a diabete Tipo 2 é mais encontrada em adultos que em crianças. Mais de 90% dos brasileiros diabéticos a possuem. Seu tratamento também podem envolver insulinas e remédios para diabetes com o acompanhamento médico.


Pré-diabetes

     É quando os níveis de açúcar no sangue estão muito altos, mas não para considerar uma diabete do Tipo 2, por exemplo. Apesar desse tipo de diabete ser o único que pode haver uma reversão de seu resultado, infelizmente, 50% daqueles que são diagnosticados com pré-diabetes, vão desenvolver a doença ao longo da vida, por isso é muito importante se cuidar mais assim que o diagnóstico é feito. As pessoas com maiores chances de obter pré-diabetes são as obesas, hipertensas e as que tem alteração nos lipídios (responsável pela participação da formação de algumas vitaminas e hormônios no corpo e reserva de energia). O pré-diabetes se não for bem cuidado poderá causar males terríveis como pressão alta, sobrepeso, altos níveis de "LDL" (o "mau" colesterol) e o baixo nível de "HDL" (o "bom" colesterol).


Diabetes Gestacional

     Este o próprio nome diz: é uma diabete que aparece durante a gestação caracterizada pelo aumento de nível de glicose no sangue comumente por causa da placenta que reduz a ação da insulina e o pâncreas não consegue exercer sua função normalmente para controlar todo o açúcar. Fora que, quando o bebê dentro da barriga da mãe é exposto a grandes quantidades de glicose, ele pode ter "macrossoma fetal", um crescimento muito excessivo que pode gerar partos traumáticos, hipoglicemia neonatal e até obesidade e diabetes na vida adulta da criança. A diabete gestacional pode ocorrer em mulheres com idade muita avançada, com sobrepeso ou ganho de muito peso durante a gestação, com ovários policísticos, com diabéticos na família, hipertensão ou com gestação de gêmeos.



Como Diagnosticar a Doença?
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     De acordo com a SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes), no Brasil há mais de 13 milhões de pessoas vivendo com diabetes, o que representa 6,9% da população. E esse, infelizmente, é um número que anda crescendo muito. 

     Como a diabete é uma doença silenciosa, o melhor a fazer é exames de sangue laboratorial periodicamente para ver se não há alguma alteração com sua glicemia. Caso constatado alguma alteração, o médico pedirá mais exames para certificar de que há diabetes em seu corpo. Um dos testes mais realizados é a "Curva Glicêmica", teste oral de tolerância a glicose. No exame, são coletadas amostras de sangue do paciente, que deve ingerir uma quantidade de xarope de glicose de 30 em 30 minutos. Este exame permite um diagnóstico mais preciso.


Hipoglicemia X Hiperglicemia
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     Hipoglicemia é o nível muito baixo de açúcar no sangue, geralmente abaixo de 70 mg/dl, mas isso é um número simbólico, pois para cada pessoa tem uma contagem diferente. As causas mais comuns de hipoglicemia é a alimentar-se pouquíssima vezes no dia, principalmente se nesta não há as propriedades nutritivas suficientes para dar força ao corpo, exercícios mal estruturados, álcool e até exagerar em medicamentos e insulinas.

     Também existe a chamada "Não Percepção de Hipoglicemia", que pode ocorrer com pessoas há muito tempo diabéticas ou acostumadas com o baixo nível de açúcar no sangue que não percebem que a glicose está muito baixa pois não sentem nenhuma alteração em seu corpo. Porém, durante o sono, essas pessoas podem não acordar facilmente! Por isso, é bom ficar atento a esses sinais e dar o socorro mais depressa possível a essas pessoas.

     Os sintomas da hipoglicemia são: tonturas, desmaios, enjoos, tremedeiras, suor excessivo, taquicardia, sonolência, fraqueza, convulsões, entre outras. Para evitar esses episódios, basta ter uma alimentação saudável e equilibrada, obedecer seus limites durante a prática de exercícios físicos e manter-se longe do álcool, tabagismos e outras substâncias que podem fazer mal ao organismo. Medicamentos devem ser controlados com a ajuda de um especialista e nada de ficar sem comer por muito tempo!

     Já a hiperglicemia é o contrário: é quando a taxa de glicose está muito alta no sangue. Isso acontece quando há pouca insulina no organismo e o corpo não consegue usá-la de forma correta ou, também, até o mais comum, excesso de alimentação e falta de exercícios físicos. Também pode ser causado por stress ou o "fenômeno do alvorecer" são hormônios que o corpo produz bem de manhãzinha para a preparação das atividades do dia com a liberação da glicose que provocam uma reação do fígado. O mais interessante é que todo mundo passa por isso, sendo diabético ou não, porém as pessoas diabéticas não têm insulina o suficiente para dar uma regulada nesse fenômeno e então a glicemia, mesmo em jejum, pode subir e muito! Por isso, evite de jantar tarde da noite e faça uma caminha de leve, mesmo dentro de casa, após o jantar. Perguntar ao seu médico sobre os ajustes dos remédios para diabete também é uma boa pedida.

     Os sinais mais comuns que indicam que seu corpo está tendo uma hiperglicemia é a famosa vontade de urinar toda hora e muita sede (sintomas extremamente conhecidos para indicar presença de diabetes). E a forma mais comum de evitar que esse tipo de coisa aconteça é fazer exercícios físicos regularmente e alimentação saudável. Também é interessante checar os níveis de cetonas no sangue ou na urina, pois pode causar uma elevação de glicose superior a 240 mg/dl.


Crianças Com Diabetes
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     As crianças com diabetes são os casos sério! Pois a grande maioria é difícil de reeducar com uma alimentação saudável. Pior na hora de remédio: tem criança que faz uma birra para não tomar uma medicação, quem dirá uma injeção de insulina... O conselho que se pode dar, assim que a criança for diagnosticada com a doença, é conversar com ela amigavelmente e explicar que será necessário dali em diante se cuidar mais do que os amiguinhos ou até o irmão ou o primo. Por isso, é indispensável fazer exames de sangue periodicamente em seu filho para saber se há presença de diabetes em seu organismo. Também é interessante ensinar, com a criança em certa idade, a ela mesma aplicar-se a insulina para mostrar que é algo simples e para o bem dela.


Estou Diabético, O Que Fazer?
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     Em primeiro lugar, não se desespere: lembre-se que a diabete não mata e sim o mau controle da doença. Portanto, o paciente diagnosticado com a doença deve ter acompanhamento médico para que seja feita o monitoramento da glicemia e o uso de remédios corretos e até a insulina para o controle da doença. Hoje em dia, existe as maquininhas medidoras de glicose que podem ser compradas facilmente em farmácias ou adquiridas gratuitamente (para casos mais graves) nos postos de saúde (pelo menos aqui em São Paulo tem). Também, o paciente deve desfrutar de uma vida mais saudável principalmente na alimentação e nos exercícios físicos. Para os pacientes fumantes, deve ser evitar o tabagismo ou qualquer outra droga e álcool que podem danificar o corpo.

     E, em segundo lugar e não menos importante, vale ressaltar que é imprescindível comunicar as pessoas ao seu redor que você possui a doença: escolas, trabalho, médicos, familiares, amigos, vizinhos e outros conhecidos saberão proceder bem em caso de alguma complicação vindo da doença. Uma outra forma bem moderna de comunicar que você tem a doença é tatuar alguma parte evidente de seu corpo (braços, por exemplo) com tatuagens que informe sua doença e o tipo dela.

     Fora que existem por aí muitos grupos de apoios que orientam portadores de diabetes a lidar bem com o uso de monitores de glicemia e bombas de insulina, por exemplo.


Para saber mais sobre o assunto, entre no site do SBD e fique por dentro de tudo sobre a diabete através do endereço www.diabetes.org.br.

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Até mais!

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